quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sem palavras



Por que eu quero se não posso?
Por que pulo se não alcanço?
Por que olho se não consigo ver?
Por que procuro se sei que não vou achar?

O desespero que acalenta o meu desejo
por si só se reprova:
"Não sou este tipo de mulher..."
Mas de que me importa a final?
Tudo que percebo é o tempo
E que ele passa rápido ou lento demais
Me tirando os pequenos prazeres
Me incumbindo de mais afazeres.

Quem não termina o que começa é um fracasso,
Mas prefiro ser o seu fracasso
do que meu próprio sucesso.

[... Alguém entende?]

Caminhando e calando



Eu poderia correr
ou poderia gritar,
Poderia esconder
ou poderia inventar,
Poderia morrer
ou poderia tentar.

E o que acabo fazendo afinal?
Deixo o fluxo da vida me levar
Me agarro a verdade tão peculiar
Me reservo o direito de calar
E a proveito o que ainda dá pra lembrar
E sorrir
Pode vir!
Que aquele medo não tem mais lugar.

Mesmo assim acabei criando um abismo entre o querer e o estar.
Isso um dia vai acabar?
Não sei...
Então deixo o fluxo da vida me levar.