terça-feira, 25 de novembro de 2014

Crush



Está tudo aqui dentro
mas como posso saber?
Tudo tão bagunçado
como posso entender?
Na verdade eu nem te culpo
por não mais me conhecer.

Não me preocupo com o "Por quê"
Porque não faz diferença
Pois mesmo que eu o soubesse
Não me traria sua presença.
E mesmo sem querer
Ainda sou sua doença.

Fácil de entender, difícil de explicar
Fácil de querer, não de praticar
Quando perceber vai me perdoar.


[...continuo aqui]

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sem palavras



Por que eu quero se não posso?
Por que pulo se não alcanço?
Por que olho se não consigo ver?
Por que procuro se sei que não vou achar?

O desespero que acalenta o meu desejo
por si só se reprova:
"Não sou este tipo de mulher..."
Mas de que me importa a final?
Tudo que percebo é o tempo
E que ele passa rápido ou lento demais
Me tirando os pequenos prazeres
Me incumbindo de mais afazeres.

Quem não termina o que começa é um fracasso,
Mas prefiro ser o seu fracasso
do que meu próprio sucesso.

[... Alguém entende?]

Caminhando e calando



Eu poderia correr
ou poderia gritar,
Poderia esconder
ou poderia inventar,
Poderia morrer
ou poderia tentar.

E o que acabo fazendo afinal?
Deixo o fluxo da vida me levar
Me agarro a verdade tão peculiar
Me reservo o direito de calar
E a proveito o que ainda dá pra lembrar
E sorrir
Pode vir!
Que aquele medo não tem mais lugar.

Mesmo assim acabei criando um abismo entre o querer e o estar.
Isso um dia vai acabar?
Não sei...
Então deixo o fluxo da vida me levar.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Realidade relativa



Um dia sonhei,
Sonhei que sonhava
E o sonho era meu,
Exclusivamente meu.

Não sei se voava ou se caia
Não sei se era a noite clara
ou escuro o dia,
Não sei se estava vivendo
Ou meramente existia.

Mas era meu
Inexoravelmente meu
E eu no fundo sabia
Que àquele lugar eu pertencia
Porque era meu.

E neste infinito de dúvida
Que não se fazia problema
Na realeza esfarrapada
Profundamente rasa em seu brilho
Eu sorri
Pois era meu!