terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Conceitual



Olhos
Dizem que são os espelhos da alma
Mas que alma?
Vejo
Nos seus olhos o reflexo da minha alma
Que me acalma

Lançada nos afluentes das cores dos seus olhos procuro meu caminho
Em cada curva que faço me perco mais em você e eu quero mais de você!
Quero todo o desejo que se pode ter
Quero todo o veneno que circunda o ser
Quero a incerteza de me aproximar
E a adrenalina de não saber voltar.

Me pego na motivação abstrata
Sigo me embrenhando na mata
Da polirritmia do seu falar
Seguindo a música em clave de Fá
Da síncope que no meu peito há
Em ressonância ao seu pulsar.

A métrica e o juízo já se foram há tempos
Da mente só sobraram adendos
Procedimento padrão com protocolos alterados
E códigos binários ganhando evolutiva organicidade frente a uma antiga realidade que voltara com tanta intensidade.

Se é pra correr, corro
Se é pra voar, voo
Se é pra cair, caio
Se é pra me perder além da fronteira final, que seja
De mente lúcida e pés errantes me deixo levar
Me deixo viver e ver onde vai dar
Me permito escolher onde quero estar
E percorrer o caminho do divagar

[... Temporariamente]

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